De outro planeta: Messi faz hat-trick, alcança marca histórica e encanta o mundo
Há noites em que o futebol parece escapar das regras do esporte e se aproxima da poesia. A vitória da Argentina sobre a Argélia foi uma dessas ocasiões. Sob os holofotes de uma Copa do Mundo que pode ser sua despedida, Lionel Messi transformou um simples jogo em um capítulo inesquecível da história. Foram três gols, três pinceladas de genialidade, suficientes para fazê-lo alcançar a marca de 16 gols em Mundiais, ultrapassar Ronaldo Fenômeno e igualar Miroslav Klose no topo da artilharia histórica das Copas.
Dois dos gols nasceram de chutes de longa distância, daqueles que desafiam a lógica e fazem o tempo parar por um instante. O terceiro veio após um rebote oferecido pelo goleiro Luca Zidane, aproveitado com a frieza de quem parece enxergar o futebol alguns segundos antes de todos os outros. Muitos falarão sobre a falha do arqueiro argelino. Mas, quando Messi está em campo, até os erros alheios parecem ser atraídos pela força invisível de sua presença.
Há jogadores que acumulam estatísticas. Há outros que colecionam títulos. Messi faz algo diferente: coleciona momentos que desafiam a explicação. Existe uma estrela que o acompanha, uma aura que transforma o improvável em inevitável. Em seu primeiro compromisso naquela que muitos acreditam ser sua última Copa do Mundo, bastaram 90 minutos para reescrever mais uma página da história do futebol.
E então surge a pergunta que ecoa entre torcedores, jornalistas e apaixonados pelo esporte: estamos diante do maior fenômeno do futebol desde Pelé? Cada resposta será atravessada por paixões e preferências, mas uma verdade parece incontestável. Quando Lionel Messi toca na bola, o futebol deixa de ser apenas um jogo e volta a lembrar ao mundo por que milhões de pessoas ainda acreditam em magia. Talvez seja exagero chamá-lo de extraterrestre. Talvez não. Afinal, há muito tempo ele vem mostrando que joga como se fosse, de fato, de outro planeta.
Por: Anderson Bucoski










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